TSTAg-Ag-AIRR 0010981-85.2022.5.15.0063
Dersa: sociedade de economia mista
Relator(a): AMAURY RODRIGUES PINTO JUNIOR
- Direito do Trabalho
- Direito Concorrencial
- Dersa
- Sociedade de economia mista
- Regime concorrencial
- Prerrogativas da fazenda pública não aplicáveis
- Isenção de custas e depósito recursal
- Impossibilidade
Ementa
AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. DERSA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. REGIME CONCORRENCIAL. PRERROGATIVAS DA FAZENDA PÚBLICA NÃO APLICÁVEIS. ISENÇÃO DE CUSTAS E DEPÓSITO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. TRANSCENDÊNCIA NÃO RECONHECIDA. 1. O STF, no julgamento do Tema 253 da Tabela de Repercussão Geral, fixou tese no sentido de que "Os privilégios da Fazenda Pública são inextensíveis às sociedades de economia mista e empresas públicas que executam atividades em regime de concorrência ou que tenham como objetivo distribuir lucros aos seus acionistas". De outro lado, este Tribunal Superior do Trabalho tem firmado sua jurisprudência no sentido de que a empresa pública que executa serviço público essencial e em regime não concorrencial, tem direito às prerrogativas da Fazenda Pública. 2. A ré DERSA - DESENVOLVIMENTO RODOVIÁRIO S/A é pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma de empresa pública, atuando em caráter concorrencial, de maneira que, à luz do disposto no art. 173, § 1º, II da Constituição Federal, não é contemplada pela isenção de despesas processuais, devendo ser mantida a deserção. Agravo a que se nega provimento.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer do agravo e, no mérito, negar-lhe provimento. Brasília, 27 de novembro de 2024. AMAURY RODRIGUES PINTO JUNIOR Ministro Relator
Indexação
Competência da Justiça do Trabalho