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Jurisprudências

TSTAg-AIRR 0010438-97.2022.5.15.0058

Diferenças de comissões: óbice do artigo 896, §7º, da CLT e súmula 333 do TST

Relator(a): DOUGLAS ALENCAR RODRIGUES

  • Processo Civil
  • Direito do Trabalho
  • Diferenças de comissões
  • Óbice do artigo 896, §7º, da CLT e súmula 333 do TST
  • Horas extras
  • Honorários advocatícios
  • Óbice do artigo 896, §1º-a, i, da CLT
  • Reflexos em dsr

Ementa

AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. REGIDO PELA LEI 13.467/2017. DIFERENÇAS DE COMISSÕES. ÓBICE DO ARTIGO 896, §7º, DA CLT E SÚMULA 333 DO TST. HORAS EXTRAS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ÓBICE DO ARTIGO 896, §1º-A, I, DA CLT. REFLEXOS EM DSR. INTERVALO DO ARTIGO 384 DA CLT. SÚMULA 126 DO TST. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO MONOCRÁTICA AGRAVADA. RECURSO DESFUNDAMENTADO (ARTIGO 1.021, § 1º, DO CPC). TRANSCENDÊNCIA NÃO RECONHECIDA NA DECISÃO AGRAVADA. Caso em que mantida a decisão de admissibilidade em que denegado seguimento ao recurso de revista, quanto ao tema “Diferenças de Comissões”, por estar de acordo com a tese firmada no julgamento do tema 65 da tabela de IRR do TST, aplicando-se o óbice do artigo 896, §7º, da CLT e da Súmula 333 do TST. Em relação aos temas “Horas extras” e “Honorários advocatícios”, foi aplicado o óbice do artigo 896, §1º-A, I, da CLT. No que tange aos tópicos “Reflexos em DSR” e “Intervalo do artigo 384 da CLT”, o recurso foi denegado em razão do óbice da Súmula 126 do TST. A Agravante, no entanto, não investe contra os óbices processuais apontados, limitando-se a alegar, genericamente, que preencheu os requisitos de admissibilidade do recurso de revista e a afirmar a inconstitucionalidade da decisão monocrática proferida. O princípio da dialeticidade impõe à parte o ônus de contrapor-se à decisão recorrida, esclarecendo o seu desacerto e fundamentando as razões de sua reforma. Assim, não tendo a Agravante manifestado insurgência específica contra a decisão que deveria impugnar, o recurso está desfundamentado (art. 1.021, § 1º, do CPC e Súmula 422, I, do TST). Diante dos fundamentos expostos, resta caracterizada a manifesta inviabilidade do agravo interposto e o caráter protelatório da medida eleita pela parte, razão pela qual se impõe a aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015. Agravo não conhecido, com aplicação de multa.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, não conhecer do agravo e, constatada a manifesta inviabilidade do agravo interposto e o caráter protelatório da medida eleita, impõe-se aplicar à Agravante a multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC, no percentual de 2% sobre o valor dado à causa (R$ 236.008,89), o que perfaz o montante de R$4.720,17, a ser revertido em favor do Reclamante, devidamente atualizado, nos termos do referido dispositivo de lei. Brasília, 10 de fevereiro de 2026.. DOUGLAS ALENCAR RODRIGUES Ministro Relator

Indexação

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