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Jurisprudências

TSTAg-AIRR 0020560-49.2018.5.04.0016

Horas extras: trabalho externo

Relator(a): ALBERTO BASTOS BALAZEIRO

  • Direito do Trabalho
  • Horas extras
  • Trabalho externo
  • Controle de jornada
  • Norma coletiva
  • Base de cálculo
  • Empregado remunerado por prêmios

Ementa

AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. HORAS EXTRAS. TRABALHO EXTERNO. CONTROLE DE JORNADA. NORMA COLETIVA. NÃO APLICAÇÃO DO TEMA 1.046 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Discute-se, no caso dos autos, a existência de controle de jornada ao empregado que exerce atividade externa, nos moldes do art. 62, I, da CLT. O Tribunal Regional, a luz do contexto fático inserido nos autos registrou que o reclamante, no período em que exerceu as funções de “motorista de entrega” e “vendedor” não se estava inserido na exceção do artigo supramencionado, uma vez que o depoimento pessoal do preposto da reclamada evidenciou a possibilidade de controle da jornada de trabalho do agravado. Ainda, registrou o Órgão de Origem que a alegação de existência de norma coletiva enquadrando os empregados que exercem atividade externa aos termos do art. 62, I, da CLT não se molda à tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal no tema 1.046 em razão de o instrumento coletivo apenas ter feito a reprodução do texto legal, uma vez que não se constata qualquer limitação ou afastamento de direitos. Assim, para se chegar a entendimento diverso daquele fixado pelo Tribunal Regional seria necessário o revolvimento do conjunto fático probatório dos autos, inviável nos termos da Súmula nº 126 do TST. Agravo de que se conhece e a que se nega provimento. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. EMPREGADO REMUNERADO POR PRÊMIOS. NATUREZA JURÍDICA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA N° 340 DO TST E DA ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL N° 397 DA SBDI-1 DO TST. O entendimento desta Corte é no sentido de que os "prêmios", por se caracterizar pelo atingimento de metas, possuem natureza jurídica diversa das "comissões", que depende de vendas e constituem parte variável dos ganhos para efeito de contraprestação das horas relativas ao labor extraordinário. No caso dos autos, o Tribunal Regional registrou que a remuneração variável percebida pelo autor detinha característica de prêmio em razão do atingimento de metas. Desse modo, as horas extraordinárias trabalhadas pela reclamante devem ser pagas com a incidência dos reflexos do prêmio. Precedentes. Agravo de que se conhece e a que se nega provimento.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer do agravo e, no mérito, negar-lhe provimento. Brasília, 27 de agosto de 2025. ALBERTO BASTOS BALAZEIRO Ministro Relator

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