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Jurisprudências

TSTAg-AIRR 0000546-48.2023.5.10.0001

Rito sumaríssimo: professor

Relator(a): JOSÉ PEDRO DE CAMARGO RODRIGUES DE SOUZA

Ementa

AGRAVO. RITO SUMARÍSSIMO. PRELIMINAR DE NULIDADE POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. PROFESSOR. DIREITO AO SALÁRIO DO PERÍODO DE FÉRIAS ESCOLARES. SÚMULA Nº 10. NÃO PROVIMENTO. 1. O artigo 93, IX, da Constituição Federal impõe ao Poder Judiciário o dever de fundamentar suas decisões. Cabe, portanto, ao julgador expor os fundamentos de fato e de direito que geraram a sua convicção exteriorizada na decisão, mediante a análise circunstanciada das alegações formuladas pelas partes. 2. Na hipótese, constata-se que a reclamante, em sede de embargos de declaração, requereu ao Tribunal Regional, manifestação acerca do cumprimento do pactuado em norma coletiva que previa expressamente a recontratação dos professores dispensados em 22.12.2022 como condicionante ao não pagamento dos direitos previstos na Súmula nº 10. Também buscou a manifestação acerca da demonstração, pela reclamada, da suposta oferta de recontratação e a suposta negativa da reclamante, por tratar-se de ônus probatório que lhe incumbia. 3. Ocorre que a Corte Regional registrou expressamente a recusa, pela reclamante, ao reingresso no novo termo de colaboração celebrado. Ora, se houve recusa ao reingresso, daí decorre que houve oferta pela reclamada. 4. O egrégio Tribunal Regional manifestou-se sobre todos os aspectos relevantes para a solução da lide, conforme o seu livre convencimento motivado, nos moldes que lhe permite o artigo 371 do CPC, entregando a prestação jurisdicional que entendeu pertinente ao caso em exame, vez que consignou os elementos probatórios objetos da suposta omissão sustentada pela parte agravante. 5. Desse modo, observa-se que a decisão recorrida atendeu ao comando contido nos artigos 93, IX, da Constituição Federal. Agravo a que se nega provimento. DIREITO AO SALÁRIO DO PERÍODO DE FÉRIAS ESCOLARES. PROFESSOR. FLEXIBILIZAÇÃO DA SÚMULA Nº 10. NORMA COLETIVA. NÃO PROVIMENTO. 1. O egrégio Tribunal Regional, soberano no exame do conjunto fático-probatório dos autos, consignou que a flexibilização do pagamento das parcelas previstas na Súmula nº 10 está prevista na norma coletiva. Registrou que a reclamante recusou o reingresso no novo termo de colaboração celebrado pela reclamada, o que não pode ser considerado descumprimento empresarial à contrapartida estabelecida. 2. Para se infirmar as premissas fáticas expostas pelo Tribunal Regional, com a finalidade de verificar as supostas inexistência de flexibilização e ausência de oferta de recontratação, com o consequente descumprimento da norma coletiva, seria necessário o revolvimento do quadro fático-probatório, o que é vedado, nesta fase recursal, pela Súmula nº 126. Agravo a que se nega provimento.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, negar provimento ao agravo. Brasília, 9 de setembro de 2025. JOSÉ PEDRO DE CAMARGO RODRIGUES DE SOUZA Desembargador Convocado Relator

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