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Jurisprudências

TSTRR 0010783-57.2023.5.18.0054

Laboratorio teuto brasileiro s/a: execução individual

Relator(a): EVANDRO PEREIRA VALADÃO LOPES

  • Direito do Trabalho
  • Processo Civil
  • Laboratorio teuto brasileiro s/a
  • Execução individual
  • Legitimidade
  • Sentença coletiva
  • Necessidade de anuência dos substituídos para a renúncia ou transação
  • Não reconhecimento

Ementa

RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELA PARTE EXECUTADA. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.467/2017. 1. LABORATORIO TEUTO BRASILEIRO S/A. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. LEGITIMIDADE. SENTENÇA COLETIVA. NÃO INCLUSÃO DO EXEQUENTE NO ROL DE BENEFICIÁRIOS DO ACORDO CELEBRADO PELO SINDICADO NA FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. NECESSIDADE DE ANUÊNCIA DOS SUBSTITUÍDOS PARA A RENÚNCIA OU TRANSAÇÃO. TRANSCENDÊNCIA. NÃO RECONHECIMENTO. I. Nos termos do art. 896-A da CLT, no recurso de revista, cabe a esta Corte Superior examinar, previamente, se a causa oferece transcendência sob o prisma de quatro vetores taxativos (econômico, político, social e jurídico), que se desdobram em um rol de indicadores meramente exemplificativo, referidos nos incisos I a IV do dispositivo em apreço. II. Quanto à “legitimidade da parte exequente”, observa-se, de plano, que a causa não oferece transcendência, pois o Tribunal Regional decidiu de acordo com a jurisprudência desta Corte Superior. III. O entendimento deste Tribunal Superior é firme no sentido de que os sindicatos detêm legitimidade ampla para a propositura de ações coletivas. Contudo, referida prerrogativa encontra restrições quanto à disposição de direitos materiais dos substituídos, por não serem titulares desses direitos. Assim, os sindicatos não podem realizar renúncia ou transação sem a anuência expressa dos empregados que representam. IV. Logo, o Tribunal Regional, ao concluir que a parte exequente possui legitimidade para executar decisão proferida em ação coletiva promovida pelo sindicato, pois o acordo entre o sindicato e a parte executada, após o trânsito em julgado, restringindo o alcance subjetivo da coisa julgada não o atinge, pois não se encontrava no rol de substituídos no cumprimento de sentença, decidiu de acordo com a jurisprudência desta Corte. V. Recurso de revista de que se conhece e a que se nega provimento. 2. MULTA POR EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS. TRANSCENDÊNCIA. NÃO RECONHECIMENTO. I. No que concerne à “multa por embargos de declaração protelatórios”, a Sétima Turma do TST tem, reiteradamente, decidido que a questão não oferece transcendência. Julgados. II. Recurso de revista de que se conhece e a que se nega provimento.

Decisão

Acordam os Ministros à unanimidade, não conhecer do recurso de revista. Custas processuais inalteradas. Brasília, 10 de outubro de 2025.. EVANDRO VALADÃO Ministro Relator

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