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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 2.924.706

Estupro de vulnerável: provas suficientes

Relator(a): Maria Marluce Caldas

  • Direito Penal
  • Estupro de vulnerável
  • Provas suficientes
  • Consequências do crime
  • Fundamentação idônea

Ementa

DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PROVAS SUFICIENTES. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ. CONSEQUÊNCIAS DO CRIME. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO NÃO PROVIDO.

I. Caso em exame

1. Agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo para conhecer, em parte, do recurso especial, ante o óbice previsto na Súmula 7/STJ, e, na parte conhecida, negar-lhe provimento.

2. O agravante foi condenado em primeiro grau como incurso nas sanções do art. 217-A, c/c os arts. 71 e 226, II, do Código Penal, à pena de 27 anos e 6 meses de reclusão. A defesa interpôs recurso de apelação, que foi negado pelo Tribunal de origem, confirmando a condenação.

3. No recurso especial, o agravante alegou fragilidade probatória e fundamentação genérica para a avaliação negativa das consequências do crime, pleiteando absolvição e redução da pena.

II. Questão em discussão

4. A questão em discussão consiste em saber se o recurso pode superar o óbice da Súmula n. 7 do STJ, que veda o reexame de provas, a qual impediu o conhecimento do recurso especial, na parte em que pleiteava a absolvição do recorrente. Outra questão é analisar se houve a apresentação de fundamentação idônea para a valoração negativa das consequências do crime.

III. Razões de decidir

5. A palavra da vítima, corroborada por depoimentos de testemunhas e provas colhidas em juízo, é suficiente para a condenação em crimes sexuais, conforme entendimento pacífico do STJ.

6. A reversão da conclusão das instâncias ordinárias demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, o que é vedado em sede de recurso especial pela Súmula 7/STJ.

7. O abalo psicológico da vítima constitui motivação idônea para a exasperação da pena-base, sendo desnecessário laudo psicológico específico quando outros elementos probatórios são suficientes.

IV. Dispositivo

8. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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