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Jurisprudências

TSTROT 103259-90.2022.5.01.0000

Inclusão de advogados no polo passivo: ilegitimidade

  • Direito do Trabalho
  • Inclusão de advogados no polo passivo
  • Ilegitimidade
  • Prolação de decisão definitiva
  • Trânsito em julgado
  • Perda superveniente do interesse de agir
  • O trânsito em julgado foi certificado em 09/09/2024

Ementa

RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. INCLUSÃO DE ADVOGADOS NO POLO PASSIVO. ILEGITIMIDADE. PROLAÇÃO DE DECISÃO DEFINITIVA. TRÂNSITO EM JULGADO. PERDA SUPERVENIENTE DO INTERESSE DE AGIR. Trata-se de mandado de segurança impetrado contra decisão que determinou a inclusão de advogados no polo passivo da demanda. Em consulta ao sítio eletrônico do TRT da 1ª Região, observa-se que, em 06/08/2024, foi proferida sentença no processo matriz, na qual se julgou improcedente a ação civil pública. O trânsito em julgado foi certificado em 09/09/2024. Nessas circunstâncias, uma vez exauridos os efeitos do ato coator, constata-se a perda subsequente do interesse de agir no presente "mandamus". O interesse processual se baseia na análise do binômio necessidade/adequação da medida judicial solicitada para o fim pretendido. Na espécie, com a prolação da sentença e o subsequente trânsito em julgado dessa decisão, há perda superveniente do interesse de agir na modalidade necessidade, uma vez que a impetração se tornou inútil ao fim pretendido pelo autor. Verificada a perda do objeto do mandado de segurança, haja vista a ausência de interesse jurídico a ser tutelado, impõe-se denegar a segurança, com base nos termos dos arts. 6º, parágrafo 5º, da Lei 12.016/2009 e 485, VI, do CPC. Recurso ordinário conhecido e denegada, de ofício, a segurança, por perda de objeto.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer do recurso ordinário e, no mérito, denegar de ofício a segurança, em virtude da perda superveniente do interesse de agir da parte impetrante.

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