Pular para o conteúdo
PortalJUSTIÇA
Jurisprudências

TSTAg-AIRR 0000670-65.2021.5.05.0122

Horas extras: cargo de gestão

Relator(a): AMAURY RODRIGUES PINTO JUNIOR

  • Direito do Trabalho
  • Horas extras
  • Cargo de gestão
  • Submissão ao regime de limitação da jornada de trabalho
  • Decisão regional fundamentada no conjunto fático-probatório
  • Incidência do óbice da súmula nº 126 do TST
  • Cinge-se a insurgência às horas extras

Ementa

DIREITO DO TRABALHO. AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. HORAS EXTRAS. CARGO DE GESTÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DE FUNÇÕES DE MANDO E DE GESTÃO E DE PAGAMENTO SUPERIOR A 40% DO SALÁRIO EFETIVO. SUBMISSÃO AO REGIME DE LIMITAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO. ART. 62, II E PARÁGRAFO ÚNICO, DA CLT. DECISÃO REGIONAL FUNDAMENTADA NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DO ÓBICE DA SÚMULA Nº 126 DO TST. TRANSCENDÊNCIA NÃO RECONHECIDA. 1. Agravo interposto contra decisão monocrática que negou seguimento ao agravo de instrumento em recurso de revista. 2. Cinge-se a insurgência às horas extras. 3. O art. 62, II e parágrafo único, da CLT dispõe que os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, não são abrangidos pelo regime de limitação de jornada de trabalho, desde que o salário do cargo de confiança seja, no mínimo, superior a 40% do salário efetivo. 4. No caso, o acórdão regional concluiu que a ré não comprovou que o autor exercia cargo de confiança, conforme o art. 62, II, da CLT. A prova oral demonstrou que o trabalhador não possuía poderes de mando e gestão, não podendo contratar, demitir ou punir funcionários, nem tinha autonomia para decidir unilateralmente ou se ausentar do trabalho sem autorização. Ademais, a diferença salarial após a promoção não atingiu os 40% exigidos pela lei para comprovar o exercício válido de cargo de confiança. Assim, concluiu que o recorrido não se enquadrava na exceção prevista no art. 62, II e parágrafo único, da CLT, estando submetido ao regime de limitação da jornada de trabalho. 5. Constata-se que o acórdão regional fundamentou-se nas provas produzidas no processo, razão pela qual a análise da procedência da insurgência demandaria reexame do conjunto fático-probatório, medida vedada pela Súmula nº 126 do TST. Agravo conhecido e não provido.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer do agravo e, no mérito, negar-lhe provimento. Brasília, 17 de junho de 2025. AMAURY RODRIGUES PINTO JUNIOR Ministro Relator

Cookies e privacidade

Usamos cookies essenciais para o portal funcionar e, se você permitir, o Google Analytics para medir a audiência de forma agregada. Saiba mais na Política de privacidade.