TSTAg-AIRR 0010254-97.2023.5.03.0040
Vínculo de emprego: correspondente bancário
Relator(a): BRENO MEDEIROS
- Processo Civil
- Direito do Trabalho
- Vínculo de emprego
- Correspondente bancário
- Enquadramento como bancário
- Honorários Advocatícios
Ementa
AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.467/2017. VÍNCULO DE EMPREGO. CORRESPONDENTE BANCÁRIO. ENQUADRAMENTO COMO BANCÁRIO. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA. O e. TRT afastou a condição de bancária da reclamante e o vínculo empregatício declarado com a reclamada BANCO AGIBANK S.A., consignando, para tanto, que a “reclamante não exerceu a função de bancária, pois sua atividade principal era a coleta de dados e oferta de produtos, o que é autorizado por Resolução do BACEN” e que o STF firmou entendimento “da licitude da terceirização em todas as etapas do processo produtivo, seja atividade meio ou atividade fim”. Nos termos do art. 2º da Resolução nº 3.954/2011 do Banco Central, "o correspondente atua por conta e sob as diretrizes da instituição contratante, que assume inteira responsabilidade pelo atendimento prestado aos clientes e usuários por meio do contratado, à qual cabe garantir a integridade, a confiabilidade, a segurança e o sigilo das transações realizadas por meio do contratado, bem como o cumprimento da legislação e da regulamentação relativa a essas transações". Desse modo, não havendo nos autos elementos fáticos que permitam concluir pelo desrespeito às condições e objeto do contrato, não há como se declarar a ilicitude da terceirização, aplicando-se a tese vinculante do Supremo Tribunal Federal na ADPF n.º 324 e no RE n.º 958.252, (Tema 725). Destaca-se, ainda, que o entendimento firmado nesta Corte Superior é no sentido de que o empregado correspondente bancário não se equipara ao empregado bancário nem ao financiário, não se permitindo o enquadramento na categoria profissional dos bancários e, portanto, o reconhecimento do direito às mesmas verbas trabalhistas e normativas a ela assegurado. Precedentes. Incide, portanto, a Súmula nº 333 do TST como obstáculo ao exame da matéria de fundo veiculada no recurso. A existência de obstáculo processual apto a inviabilizar o exame da matéria de fundo veiculada, como no caso, acaba por evidenciar, em última análise, a própria ausência de transcendência do recurso de revista, em qualquer das suas modalidades. Precedentes. Agravo não provido.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer do agravo e, no mérito, negar-lhe provimento. Prejudicada a análise dos demais temas. Brasília, 13 de maio de 2025. BRENO MEDEIROS Ministro Relator
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