STJAgRg no HC 1.082.576
Denunciação caluniosa e extorsão: presidência do STJ
Relator(a): Rogerio Schietti Cruz
- Processo Penal
- Denunciação caluniosa e extorsão
- Presidência do STJ
- Incompetência
- Nulidade superada
- Pretensão de absolvição por atipicidade da conduta
- Aprofundamento no material cognitivo dos autos
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA E EXTORSÃO. DECISÃO AGRAVADA. PRESIDÊNCIA DO STJ. INCOMPETÊNCIA. RECURSO DISTRIBUÍDO AO JUÍZO PREVENTO. NULIDADE SUPERADA. PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE DA CONDUTA. APROFUNDAMENTO NO MATERIAL COGNITIVO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Tendo em vista o julgamento colegiado, em caráter definitivo, pelo órgão prevento para o exame do habeas corpus, em virtude da prévia análise de feito conexo, fica superada a alegação de nulidade em relação à incompetência da Presidência do STJ para a prolação da decisão monocrática, observado que não foi suprimida a possibilidade de exame da causa, por meio do agravo regimental, pelo juízo natural, a quem os autos foram devidamente distribuídos.
2. O Tribunal de origem concluiu que há provas suficientes - por exemplo, áudio da gravação da conversa entre o acusado e as vítimas - acerca da ciência do réu envolvendo a inocência dos denunciados quanto à prática do roubo, fato por ele deliberadamente omitido para induzir a autoridade competente a erro, em benefício próprio, para a assegurar o sucesso da extorsão, por ele praticada, contra os familiares daqueles que acusou falsamente. Alterar essa conclusão, para acolher a tese de atipicidade da conduta relativa ao crime de denunciação caluniosa, demandaria aprofundamento no material cognitivo dos autos, providência incabível na seara do habeas corpus. Precedentes.
3. Agravo regimental não provido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 14/05/2026 a 20/05/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Carlos Pires Brandão, Og Fernandes e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.