TSTAg-Ag-AIRR 0010704-46.2024.5.03.0059
Estabilidade provisória gestante: necessidade de homologação sindical da rescisão contratual
Relator(a): ALEXANDRE LUIZ RAMOS
- Direito do Trabalho
- Estabilidade provisória gestante
- Necessidade de homologação sindical da rescisão contratual
- Irrelevância do conhecimento da gravidez no momento da rescisão
- Irr 55 do TST
Ementa
AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELA RECLAMADA. AÇÃO AJUIZADA NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.467/2017. ESTABILIDADE PROVISÓRIA GESTANTE. NECESSIDADE DE HOMOLOGAÇÃO SINDICAL DA RESCISÃO CONTRATUAL. IRRELEVÂNCIA DO CONHECIMENTO DA GRAVIDEZ NO MOMENTO DA RESCISÃO. IRR 55 DO TST. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA. I. Trata-se de questão acerca do direito à estabilidade provisória da gestante, a qual teve seu pedido de demissão efetivado sem a assistência do sindicato da categoria. II. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE nº 629.053/SP, ampliou a abrangência da estabilidade ao fixar a tese em regime de Repercussão Geral no Tema 497, estabelecendo que "A incidência da estabilidade prevista no art. 10, inc. II, do ADCT, somente exige a anterioridade da gravidez à dispensa sem justa causa". III. Ademais, este Tribunal fixou tese no julgamento do IRR nº 55 (RR 0000427-27.2024.5.12.0024) de que a “validade do pedido de demissão da empregada gestante, detentora da garantia provisória de emprego prevista no artigo 10, inciso II, alínea "b", do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), está condicionada à assistência do sindicato profissional ou da autoridade local competente, nos termos do artigo 500 da CLT”. IV. Agravo conhecido e não provido.
Decisão
Acordam os Ministros à unanimidade, conhecer do agravo e, no mérito, negar-lhe provimento. Brasília, 12 de dezembro de 2025. ALEXANDRE LUIZ RAMOS Ministro Relator