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Jurisprudências

TSTAg-AIRR 1002236-31.2016.5.02.0012

Nulidade da decisão monocrática: cerceamento de defesa

  • Direito do Trabalho
  • Processo Civil
  • Nulidade da decisão monocrática
  • Cerceamento de defesa
  • Não ocorrência
  • Nulidade por negativa de prestação jurisdicional
  • Não é esse o caso dos autos
  • Reconhecimento de vínculo de emprego

Ementa

DIREITO DO TRABALHO. AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. NULIDADE DA DECISÃO MONOCRÁTICA. CERCEAMENTO DE DEFESA. MANUTENÇÃO DO DESPACHO DE ADMISSIBILIDADE A QUO PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. NÃO OCORRÊNCIA. 1. A manutenção, por decisão monocrática, da decisão denegatória do recurso de revista pelos próprios fundamentos (técnica per relationem ) encontra fundamento de validade no princípio constitucional da razoável duração do processo e da celeridade de sua tramitação (art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal), inexistindo nulidade nesse ato jurisdicional. 2. A regular interposição do agravo interno assegura à parte a possibilidade de obter novo julgamento pelo Colegiado, propiciando-lhe o uso de todos os meios e recursos inerentes à ampla defesa e ao contraditório, em estrita observância à legislação vigente e às garantias constitucionais. Agravo a que se nega provimento. NULIDADE POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. TRANSCENDÊNCIA NÃO RECONHECIDA. 1. A nulidade por negativa de prestação jurisdicional estará caracterizada na hipótese de ausência de posicionamento judicial a respeito de fatos relevantes para a controvérsia, de tal forma que inviabilize a devolução da matéria à instância Superior. 2. Não é esse o caso dos autos. Na hipótese, o Tribunal Regional apresentou fundamentação referente aos fatos que justificaram seu convencimento a respeito do reconhecimento do vínculo de emprego, tendo fixado de forma expressa e satisfatória todos os pressupostos fático-jurídicos necessários para o deslinde da controvérsia, não configurando nulidade a decisão contrária aos interesses das partes. Agravo a que se nega provimento. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO DE EMPREGO. SÚMULA N. 126 DO TST. TRANSCENDÊNCIA NÃO RECONHECIDA. 1. O Tribunal Regional, soberano no substrato fático-probatório dos autos, manteve a sentença quanto ao reconhecimento do vínculo de emprego, por concluir preenchidos os requisitos legais caracterizadores da relação de natureza empregatícia, à luz dos arts. 2º e 3º da CLT. Registrou que foi a recorrente que contratou o autor no Brasil, ressaltando que " aqui não está se falando em grupo empresarial, mas especificamente em tentativa de fraude à legislação trabalhista brasileira ". 2. Nesse contexto, a análise das alegações recursais, jungida às premissas de que não contratou o autor e que ausentes os requisitos do vínculo empregatício, implicaria indispensável revolvimento de fatos e provas, pelo que incide, no aspecto, o óbice da Súmula n. 126 do TST. Nesse contexto, a análise das alegações da parte agravante implicaria indispensável revolvimento de fatos e provas, pelo que incide, no aspecto, o óbice da Súmula n. 126 do TST. Agravo a que se nega provimento.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer do agravo e, no mérito, negar-lhe provimento.

Indexação

Horas Extras; Reconhecimento de Relação de Emprego; Recurso; Honorários Advocatícios; Penalidades Processuais; Negativa de Prestação Jurisdicional; Empreitada / Dono da Obra

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