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Jurisprudências

TSTAg-AIRR 184-16.2022.5.07.0017

Contrato de trabalho por prazo determinado: prorrogação expressa e tácita

  • Direito Civil
  • Direito do Trabalho
  • Contrato de trabalho por prazo determinado
  • Prorrogação expressa e tácita
  • Conversão em contrato por prazo indeterminado
  • Penalidade prevista no artigo 477, § 8º, da CLT

Ementa

AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO. PRORROGAÇÃO EXPRESSA E TÁCITA. CONVERSÃO EM CONTRATO POR PRAZO INDETERMINADO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 126 DO TST. O Tribunal Regional, com base no conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o contrato de trabalho firmado por prazo determinado foi prorrogado uma vez de forma expressa e, posteriormente, de modo tácito, configurando-se a hipótese prevista no art. 451 da CLT, que converte o vínculo em contrato por prazo indeterminado. Consignou, ainda, que o documento apresentado pela reclamada, supostamente retificador do aditivo contratual, não possui a assinatura do reclamante, sendo inválido para comprovar a alegada prorrogação. Assim, para se adotar entendimento diverso, seria necessário o reexame do conjunto de fatos e provas, providência vedada nesta instância extraordinária, nos termos da Súmula nº 126 do TST. Agravo de que se conhece e a que se nega provimento. PENALIDADE PREVISTA NO ARTIGO 477, § 8º, DA CLT. O Tribunal Regional reformou a sentença para acrescer a multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT, com fundamento na Súmula nº 462 do TST, ao consignar que a penalidade somente é afastada quando comprovado que o atraso no pagamento das verbas rescisórias decorreu de culpa do empregado. Assim, estando a decisão regional em consonância com a segunda parte da Súmula nº 462 do TST, incidem o óbice do art. 896, § 7º, da CLT e o disposto na Súmula nº 333 desta Corte. Agravo de que se conhece e a que se nega provimento.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer do agravo e, no mérito, negar-lhe provimento.

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