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Jurisprudências

STJAgInt no AREsp 3.030.782

Serviço de móveis planejados e personalizados: desistência

Relator(a): Raul Araújo

  • Processo Civil
  • Direito Civil
  • Serviço de móveis planejados e personalizados
  • Desistência
  • Cláusula penal
  • Retenção de 30% dos valores pagos
  • Proporcionalidade aferida pelas instâncias ordinárias
  • Modificação

Ementa

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE RESOLUÇÃO CONTRATUAL C/C DEVOLUÇÃO DOS VALORES PAGOS. SERVIÇO DE MÓVEIS PLANEJADOS E PERSONALIZADOS. DESISTÊNCIA. CLÁUSULA PENAL. RETENÇÃO DE 30% DOS VALORES PAGOS. PROPORCIONALIDADE AFERIDA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. MODIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO E ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INVIABILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 7 E 5 DO STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.

1. O Tribunal de Justiça, analisando as circunstâncias do caso, concluiu que "a retenção de 30% (trinta por cento) do valor total da aquisição/serviço se mostra adequada, considerando-se a natureza e o conteúdo do contrato, o interesse das partes e as circunstâncias peculiares ao caso, mormente considerando que o serviço em questão compreende o desenvolvimento de projetos e peças personalizadas. Nesse cenário, há que se respeitar os termos livremente pactuados entre as partes no ajuste" (fl. 563, e-STJ).

2. A análise da proporcionalidade da multa contratual demandaria reexame de cláusulas contratuais e circunstâncias fáticas, o que é vedado em recurso especial, conforme as Súmulas 5 e 7 do STJ.

3. Agravo interno desprovido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 10/03/2026 a 16/03/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG) e João Otávio de Noronha votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

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