STJAgInt no AREsp 3.109.588
Tutela provisória de urgência em caráter antecedente
Relator(a): Humberto Martins
- Processo Civil
- Direito Civil
- Direito Imobiliário
- Tutela provisória de urgência em caráter antecedente
- Dever de restituição
- Ausência de responsabilidade
- Interveniente anuente
- Decisão de natureza liminar
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA EM CARÁTER ANTECEDENTE. CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS COM DAÇÃO DE VEÍCULOS EM PAGAMENTO. DEVER DE RESTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE. INTERVENIENTE ANUENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. DECISÃO DE NATUREZA LIMINAR. SÚMULAS 211/STJ E 735/STF.
1. O acórdão recorrido decidiu a controvérsia com fundamento no retorno ao status quo ante, na boa-fé objetiva e na vedação ao comportamento contraditório, sem emitir juízo expresso ou implícito sobre o art. 265 do Código Civil, tampouco sobre a natureza de interveniente anuente ou sobre cláusulas contratuais de isenção de responsabilidade, de modo que inexiste o indispensável prequestionamento da matéria federal suscitada.
2. A oposição de embargos de declaração na origem não supriu o vício de ausência de prequestionamento, pois a Corte local rejeitou a alegação de omissão sem enfrentar a tese jurídica específica relativa à solidariedade e à condição de interveniente anuente, incidindo o óbice da Súmula 211/STJ.
3. Em regra, não é cabível recurso especial para discutir decisão que concede ou nega tutela provisória de urgência de natureza liminar, por ausência de exaurimento da instância ordinária, aplicando-se, por analogia, a Súmula 735/STF. Agravo interno improvido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 12/05/2026 a 18/05/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Moura Ribeiro, Daniela Teixeira e Nancy Andrighi votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Daniela Teixeira.