STJAgRg no AREsp 2.713.425
Sequestro de bens: operação ouranós
Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca
- Sequestro de bens
- Operação ouranós
- Constrição sobre bens lícitos e equivalentes
- Delimitação do montante
- Pretensão de reexame da moldura fática
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SEQUESTRO DE BENS. OPERAÇÃO OURANÓS. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 4º, § 2º, DA LEI N. 9.613/1998 E AO ART. 3º DO DECRETO-LEI N. 3.240/1941. CONSTRIÇÃO SOBRE BENS LÍCITOS E EQUIVALENTES. DELIMITAÇÃO DO MONTANTE. PRETENSÃO DE REEXAME DA MOLDURA FÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. A controvérsia relativa à extensão e à necessidade de medida assecuratória, quando assentada em detalhada moldura fática firmada pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista em recurso especial sem o revolvimento do conjunto fático-probatório, providência vedada pela Súmula 7/STJ.
2. A desconstituição das premissas fixadas pelo Tribunal de origem quanto à existência de indícios veementes, à correlação dos bens com os fatos investigados e ao periculum in mora, com vistas à liberação de bens específicos ou à imposição de delimitação quantitativa diversa, demanda reexame de fatos e provas.
3. No regime do Decreto-Lei n. 3.240/1941, é admissível a constrição sobre bens lícitos e valores equivalentes, adquiridos antes ou depois dos fatos, conforme reconhecido pela jurisprudência desta Corte.
4. A alegação de violação ao art. 4º, § 2º, da Lei n. 9.613/1998 e ao art. 3º do Decreto-Lei n. 3.240/1941, quando condicionada à revisão do contexto probatório, não afasta o óbice da Súmula 7/STJ.
5. Agravo regimental não provido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.