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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 2.926.570

Princípio da colegialidade: inexistência de violação

Relator(a): Rogerio Schietti Cruz

  • Princípio da colegialidade
  • Inexistência de violação
  • Sustentação oral
  • Não cabimento
  • Devida prestação jurisdicional
  • Ausência de cerceamento de defesa

Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO. SUSTENTAÇÃO ORAL. NÃO CABIMENTO. DEVIDA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AUSÊNCIA DE CERCEAMENTO DE DEFESA. REGIME E NEGATIVA DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA FUNDAMENTADOS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. Não há violação ao princípio da colegialidade quando a decisão monocrática observa os parâmetros legais e o agravo regimental assegura a apreciação colegiada.

2. A jurisprudência desta Corte Superior é firme no sentido de que "não há previsão legal para realização de sustentação oral em sede de julgamento de agravo em recurso especial" (AgRg no AgRg no AREsp n. 2.247.269/GO, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 7/3/2023, DJe de 13/3/2023).

3. No caso, não houve negativa de prestação jurisdicional, mas mero inconformismo com o resultado do julgamento, pois o Tribunal de origem efetivamente enfrentou as questões relevantes ao rejeitar fundamentadamente os embargos de declaração.

4. O indeferimento da prova testemunhal foi devidamente fundamentado com base na intempestividade do pedido e na irrelevância da prova diante do conjunto probatório já existente, não havendo demonstração de prejuízo concreto, nos termos do art. 563 do CPP.

5. A súmula n. 269 do STJ foi corretamente aplicada, diante da reincidência e das circunstâncias judiciais desfavoráveis, que fundamentam adequadamente a fixação do regime semiaberto e impedem a substituição da pena.

6. Agravo regimental desprovido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Antonio Saldanha Palheiro, Carlos Pires Brandão, Og Fernandes e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator.

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