STJAREsp 3.114.531
Litisconsórcio passivo necessário: deficiência na fundamentação
Relator(a): Moura Ribeiro
- Processo Civil
- Direito Civil
- Litisconsórcio passivo necessário
- Deficiência na fundamentação
- Dissídio jurisprudencial
- Ausência de cotejo analítico
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. LEI DA USURA. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. RECURSO INTERPOSTO SOMENTE PELA ALÍNEA A. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.
1. A controvérsia sobre litisconsórcio necessário e relatividade dos efeitos da sentença não foi examinada pelo Tribunal estadual considerando os arts. 114, 115 e 506 do CPC, o que impede o conhecimento por ausência de prequestionamento (Súmula 211/STJ).
2. A pretensão de infirmar a conclusão local sobre a inexistência de relação jurídica incindível demanda reexame de provas, inviável em recurso especial (Súmula 7/STJ).
3. A tese de inaplicabilidade da Lei da Usura foi deduzida de modo genérico, sem indicação clara de dispositivo federal violado e sem impugnação específica aos fundamentos do acórdão, o que configura deficiência na fundamentação (Súmula 284/STF).
4. Não se pode conhecer do dissídio jurisprudencial, quando o especial tiver sido interposto apenas pela alínea a, além de não ter havido cotejo analítico com demonstração de similitude fática e divergência interpretativa.
5. Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 12/05/2026 a 18/05/2026, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Daniela Teixeira, Nancy Andrighi, Humberto Martins e Ricardo Villas Bôas Cueva votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Daniela Teixeira.