STJAgRg no HC 1.050.766
Busca e apreensão: nulidade das provas
Relator(a): Antonio Saldanha Palheiro
- Busca e apreensão
- Nulidade das provas
- Supressão de instância
- Não enfrentamento da tese pelo tribunal de origem
- Impossibilidade de análise inédita pelo STJ
- Ausência de ilegalidade flagrante
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. BUSCA E APREENSÃO. NULIDADE DAS PROVAS. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO ENFRENTAMENTO DA TESE PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE INÉDITA PELO STJ. HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. INADMISSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A tese relativa à nulidade da decisão que autorizou a busca e apreensão, por suposta ausência de fundamentação concreta, não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem, o que impede seu exame direto por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância.
2. É firme a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso próprio ou revisão criminal, salvo em hipóteses excepcionais de teratologia ou ilegalidade flagrante, inexistentes no caso.
3. No caso, revela-se manifestamente incabível o manejo do habeas corpus como meio substitutivo da via revisional adequada, sob pena de violação ao princípio da unirrecorribilidade e distorção da finalidade constitucional do writ.
4. Ausência de ilegalidade manifesta ou teratologia que autorize excepcional superação das balizas de cognoscibilidade do writ.
5. Agravo regimental desprovido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 05/02/2026 a 11/02/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Carlos Pires Brandão, Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.