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Jurisprudências

STJAgInt no RMS 76.025

Inobservância do princípio da dialeticidade

Relator(a): Sérgio Kukina

Ementa

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INOBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. AGRAVO NÃO CONHECIDO.

1. Consoante prevê o diploma processual civil em vigor, "na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada" (art. 1.021, § 1º), devendo o relator "não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida" (art. 932, III).

2. Na hipótese em exame, a decisão combatida partiu da premissa de que "o recurso ordinário não se dirige contra o acórdão até então inexistente, mas contra a decisão monocrática anterior, o que inviabiliza seu conhecimento, quer porque intempestivo, quer porque a decisão monocrática impugnada não é colegiada, como exigem o artigo 105, inciso II, alínea "b", da Constituição Federal e o artigo 18 da Lei 12.016/2009", para concluir que "o recurso ordinário que abre a competência do Superior Tribunal de Justiça é tão somente aquele interposto contra acórdão proferido pelos Tribunais Regionais Federais ou Tribunais de Justiça dos Estados em que a ordem é denegada. Para outras situações, o diploma processual civil prevê o manejo do recurso especial, não se admitindo a incidência do princípio da fungibilidade nas hipóteses de emprego inadequado das espécies recursais" e, por essa razão, o apelo revelou-se manifestamente incabível.

3. Porém, em evidente desprestígio ao princípio da dialeticidade, a argumentação desenvolvida pela parte recorrente, passando ao largo desse único alicerce, reafirma as argumentações feitas na peça recursal e na inicial.

4. Não se conhece de agravo interno cujas alegações não combatem, específica e integralmente, as reais razões da decisão agravada. Precedente.

5. Agravo interno não conhecido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 07/10/2025 a 13/10/2025, por unanimidade, nao conhecer do agravo interno, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.Os Srs. Ministros Regina Helena Costa, Gurgel de Faria, Paulo Sérgio Domingues e Benedito Gonçalves votaram com o Sr. Ministro Relator.Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sérgio Kukina.

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