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Jurisprudências

STJAgInt no AREsp 2.702.845

Matéria não alegada no recurso: inviabilidade de existir omissão

Relator(a): Daniela Teixeira

Ementa

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC. MATÉRIA NÃO ALEGADA NO RECURSO. INVIABILIDADE DE EXISTIR OMISSÃO. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.

I. CASO EM EXAME

1. Agravo interno interposto contra decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio Bellizze que negou seguimento ao agravo em recurso especial. A parte agravante alegou o preenchimento dos requisitos de admissibilidade recursal, enquanto a parte agravada sustentou a ausência de elementos aptos à reforma do julgado. O Ministério Público Federal apôs ciência.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. A questão em discussão consiste em aferir a possibilidade de reforma da decisão agravada diante da suposta negativa de prestação jurisdicional e da alegada omissão na análise de dispositivo legal.

III. RAZÕES DE DECIDIR

3. Não há omissão, obscuridade ou contradição nos acórdãos recorridos, afastando-se a violação aos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 (AgInt no AREsp n. 2.441.987/DF, rel. Min. Humberto Martins, DJe de 20/2/2025).

4. Não se confunde negativa de prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses da parte, tampouco fundamentação concisa com ausência de fundamentação (AgInt no AREsp n. 2.746.371/PE, rel. Min. Humberto Martins, DJe de 20/3/2025).

5. A matéria tida por omissa não havia sido suscitada no recurso pela parte agravante, a inviabilizar o reconhecimento de defeito na prestação jurisdicional.

IV. DISPOSITIVO

6. Agravo interno não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 23/09/2025 a 29/09/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora.Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva e Moura Ribeiro votaram com a Sra. Ministra Relatora.Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.

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