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Jurisprudências

STJAgInt no REsp 2.150.972

Auto de infração: licença concedida posteriomente

Relator(a): Marco Aurélio Bellizze

  • Direito Ambiental
  • Auto de infração
  • Licença concedida posteriomente
  • Multa aplicada pelo ibama
  • Redução pelo tribunal de origem
  • Fixação no patamar mínimo legal
  • Impossibilidade

Ementa

AGRAVO INTERNO EM RECURSO ESPECIAL. AMBIENTAL. AUTO DE INFRAÇÃO. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022, II, DO CPC/2015 NÃO CONFIGURADA. AUSÊNCIA DE LICENÇA DOS ÓRGÃOS AMBIENTAIS COMPETENTES PARA FUNCIONAMENTO NO MOMENTO DA LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. LICENÇA CONCEDIDA POSTERIOMENTE. MULTA APLICADA PELO IBAMA. REDUÇÃO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. DESPROPORCIONALIDADE RECONHECIDA. FIXAÇÃO NO PATAMAR MÍNIMO LEGAL. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/ STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.

1. Agravo interno interposto contra decisão que, em recurso especial, conheceu em parte e, nessa extensão, negou provimento, mantendo acórdão que reduziu a multa ambiental aplicada no âmbito de auto de infração ao patamar mínimo legal e afastou alegação de violação ao art. 1.022, II, do CPC/2015.

2. Não se configura negativa de prestação jurisdicional quando o Tribunal de origem enfrenta e fundamenta as questões essenciais submetidas, ainda que em sentido desfavorável ao recorrente, afastando a violação ao art. 1.022, II, do CPC/2015.

3. No momento da lavratura do auto de infração, inexistia licença para funcionamento dos órgãos ambientais competentes, tendo havido concessão posterior. A multa inicialmente fixada em R$ 50.500,00 (cinquenta mil e quinhentos reais) foi reduzida pelo Tribunal de origem ao mínimo previsto no Decreto 6.514/2008, em razão de dano não intencional, consequências desprezíveis para o meio ambiente, inexistência de reflexos à saúde pública e enquadramento do infrator como microempresa à luz dos parâmetros da Instrução Normativa n. 10/2012.

4. O controle judicial de atos administrativos sancionatórios quanto à legalidade, razoabilidade e proporcionalidade é admissível; contudo, a alteração, em recurso especial, do juízo de desproporcionalidade aplicado pelo Tribunal de origem demanda reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado pela Súmula 7/STJ.

5. Agravo interno desprovido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 28/05/2026 a 03/06/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Teodoro Silva Santos, Afrânio Vilela, Francisco Falcão e Maria Thereza de Assis Moura votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Teodoro Silva Santos.

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